O que trazes no coração eu não sei
Mas gostaria muito que fosse eu
O que trazes no coração é um sonho teu
Porém enquanto sonho, é também um sonho meu
O que trazes no coração são palavras não ditas
Que leio em teus lábios quando te esqueces
E o que trazes, se transforma em escrita
O que trazes no coração é alegria e dor
O que trago no meu, apesar de sempre
escorrer-me como água entre os dedos, não
desanimo e declaro sem medo: É teu, e é amor.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
domingo, 28 de março de 2010
Paixão, animal errante.
O céu e o chão inconstantes
A alegria e a dor ao mesmo instante,
são presentes da paixão, animal errante.
Mas o amor, este é diferente
É feliz mesmo na espera, é paciente
Pois, primeiro conhece a quem ama
De um modo profundo, não erroneamente
Se tiver que partir, parte. Mas no fundo
Não vai. Esconde-se somente
Pois o verdadeiro amor, nunca sai
assim de chofre do coração da gente.
A alegria e a dor ao mesmo instante,
são presentes da paixão, animal errante.
Mas o amor, este é diferente
É feliz mesmo na espera, é paciente
Pois, primeiro conhece a quem ama
De um modo profundo, não erroneamente
Se tiver que partir, parte. Mas no fundo
Não vai. Esconde-se somente
Pois o verdadeiro amor, nunca sai
assim de chofre do coração da gente.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Marimba
Um dia dizes talvez
Noutro gritas um não
Enquanto isso, no fundo
dos teus olhos negros
e lindos brilha um sol
de louco desejo
Que enquanto aquece
a tarde morna de verão,
faz mudar o tempo...
Mas para o menino criado
na rua com toda a tarimba,
hoje pouco importa a direção
que toma o vento...
Saiu de marimba. Pedra e linha
lançadas com precisão. E a pipa
voada, claro, caiu em sua mão.
Noutro gritas um não
Enquanto isso, no fundo
dos teus olhos negros
e lindos brilha um sol
de louco desejo
Que enquanto aquece
a tarde morna de verão,
faz mudar o tempo...
Mas para o menino criado
na rua com toda a tarimba,
hoje pouco importa a direção
que toma o vento...
Saiu de marimba. Pedra e linha
lançadas com precisão. E a pipa
voada, claro, caiu em sua mão.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Canto do aconchego
Diz-me ao que vens, amor
Sem subterfúgios, sem meias
palavras. Serena como água
cristalina de um riacho
Por um instante que seja,
suspenda o choro, abafe o grito
Que te darei a mão para
que possas voar até o infinito
Que lá, sem medo com toda a
loucura do encanto, irás renascer
a cada dia um pouco mais nos
braços deste que te ama tanto
Embora eu já adivinhe, diz-me
ao que vens. Somente para que
eu tenha a licença para corrigir
teu rumo, teu passo.
E possa fazer-te finalmente feliz
No aconchego do meu colo,
no calor do meu abraço.
Sem subterfúgios, sem meias
palavras. Serena como água
cristalina de um riacho
Por um instante que seja,
suspenda o choro, abafe o grito
Que te darei a mão para
que possas voar até o infinito
Que lá, sem medo com toda a
loucura do encanto, irás renascer
a cada dia um pouco mais nos
braços deste que te ama tanto
Embora eu já adivinhe, diz-me
ao que vens. Somente para que
eu tenha a licença para corrigir
teu rumo, teu passo.
E possa fazer-te finalmente feliz
No aconchego do meu colo,
no calor do meu abraço.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Canto do afeto
O afeto, pó fino de minha
minha emoção sincera, levado
pela brisa do mais puro sentimento
pousa sempre no teu colo
E por certo leva junto os sons
da música de nossas almas
O que temos de melhor
a qualquer momento
Nossa canção mais bela
Mas todas as vezes em que assopras
a poeira, tapas os ouvidos ou te calas,
me pergunto: Por que não podemos
cantá-la sempre em duo, por que
eventualmente desacreditas tanto
do que parece sonho e cantas solo?
minha emoção sincera, levado
pela brisa do mais puro sentimento
pousa sempre no teu colo
E por certo leva junto os sons
da música de nossas almas
O que temos de melhor
a qualquer momento
Nossa canção mais bela
Mas todas as vezes em que assopras
a poeira, tapas os ouvidos ou te calas,
me pergunto: Por que não podemos
cantá-la sempre em duo, por que
eventualmente desacreditas tanto
do que parece sonho e cantas solo?
domingo, 31 de janeiro de 2010
Teus escritos, minha emoção
Poucas vezes passo para te ler
No mais das vezes não tenho tempo
Mas todas as vezes que venho é por prazer
Por isso, nunca lamento.
Posso até tentar dissimular a
emoção de agora aqui estar
Mas confesso que de você,
nunca dá para dissimular não.
No mais das vezes não tenho tempo
Mas todas as vezes que venho é por prazer
Por isso, nunca lamento.
Posso até tentar dissimular a
emoção de agora aqui estar
Mas confesso que de você,
nunca dá para dissimular não.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
La Reina
Yo te he nombrado reina.
Hay más altas que tú, más altas.
Hay más puras que tú, más puras.
Hay más bellas que tú, más bellas.
Pero tú eres la reina.
Cuando vas por las calles
nadie te reconoce.
Nadie ve tu corona de cristal, nadie mira
Ia alfombra de oro rojo
que pisas donde pasas,
la alfombra que no existe.
Y cuando asomas
suenan todos los ríos
en mi cuerpo, sacuden
el cielo las campanas,
y un himno llena el mundo.
Sólo tú y yo,
sólo tú y yo, amor mío,
lo escuchamos.
(Pablo Neruda)
Hay más altas que tú, más altas.
Hay más puras que tú, más puras.
Hay más bellas que tú, más bellas.
Pero tú eres la reina.
Cuando vas por las calles
nadie te reconoce.
Nadie ve tu corona de cristal, nadie mira
Ia alfombra de oro rojo
que pisas donde pasas,
la alfombra que no existe.
Y cuando asomas
suenan todos los ríos
en mi cuerpo, sacuden
el cielo las campanas,
y un himno llena el mundo.
Sólo tú y yo,
sólo tú y yo, amor mío,
lo escuchamos.
(Pablo Neruda)
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