sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Canto do aconchego

Diz-me ao que vens, amor
Sem subterfúgios, sem meias
palavras. Serena como água
cristalina de um riacho

Por um instante que seja,
suspenda o choro, abafe o grito
Que te darei a mão para
que possas voar até o infinito

Que lá, sem medo com toda a
loucura do encanto, irás renascer
a cada dia um pouco mais nos
braços deste que te ama tanto

Embora eu já adivinhe, diz-me
ao que vens. Somente para que
eu tenha a licença para corrigir
teu rumo, teu passo.

E possa fazer-te finalmente feliz
No aconchego do meu colo,
no calor do meu abraço.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Canto do afeto

O afeto, pó fino de minha
minha emoção sincera, levado
pela brisa do mais puro sentimento
pousa sempre no teu colo

E por certo leva junto os sons
da música de nossas almas
O que temos de melhor
a qualquer momento
Nossa canção mais bela

Mas todas as vezes em que assopras
a poeira, tapas os ouvidos ou te calas,
me pergunto: Por que não podemos
cantá-la sempre em duo, por que
eventualmente desacreditas tanto
do que parece sonho e cantas solo?

domingo, 31 de janeiro de 2010

Teus escritos, minha emoção

Poucas vezes passo para te ler
No mais das vezes não tenho tempo
Mas todas as vezes que venho é por prazer
Por isso, nunca lamento.

Posso até tentar dissimular a
emoção de agora aqui estar
Mas confesso que de você,
nunca dá para dissimular não.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

La Reina

Yo te he nombrado reina.
Hay más altas que tú, más altas.
Hay más puras que tú, más puras.
Hay más bellas que tú, más bellas.
Pero tú eres la reina.

Cuando vas por las calles
nadie te reconoce.
Nadie ve tu corona de cristal, nadie mira
Ia alfombra de oro rojo
que pisas donde pasas,
la alfombra que no existe.

Y cuando asomas
suenan todos los ríos
en mi cuerpo, sacuden
el cielo las campanas,
y un himno llena el mundo.

Sólo tú y yo,
sólo tú y yo, amor mío,
lo escuchamos.

(Pablo Neruda)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Cativo

Ainda que ao primeiro olhar tudo
pareça brincadeira sem emoção
e o silêncio corte como navalha,

a minha pele te segue por todos
os caminhos por onde passas e
exalas o perfume que me faz teu cativo
De corpo, de alma, de coração.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Boa noite, Maestrina

Sabe, Clair

Duas gotas dos teus versos
Apenas duas, e já regresso

Somente eu sei, e quanto sei,
o tanto que te chamei...

E das folhas em branco,
que assinadas te entreguei

Não se preocupe em perguntar,
o que pode ser felicidade

Pois bem sabes, que este amor
Não é recente. Tampouco, sonhado
aleatoriamente. Existe, desde sempre

Desde o tempo em que entre silfos e
sonhos te encontrei. E de olhos fechados,
pela Deusa cigana me apaixonei...

sábado, 7 de novembro de 2009

Beijo Roubado

Ah, aquele beijo que você nem queria ...
Mas, que terminou de rosto corado,
olhos brilhando e um suspiro profundo

Ah, que saudade, menina!
Com ele sonho todo dia
Com teu sorriso malicioso,
teu olhar mentiroso ...

Não adianta, eu não te conto,
pois tenho certeza: Você já sabia
Aquele beijo não roubado,
foi o beijo mais gostoso do mundo!